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Convergência Digital

A princípio devemos advertir que isso não se come com farinha, pode causar certos embaraços intestinais. Como o mercado fala muito dessa nova onda, vamos tentar entender um pouco mais para deglutir melhor esse termo e evitar congestões.

Há pouco mais de 10 anos, a internet era uma absoluta novidade e poucos tinham acesso a esse universo. Em tão pouco tempo, bilhões de pessoas se conectaram e passaram a se comunicar e inundar o planeta de informações, nem todas úteis, nem todas verdadeiras. A massa de dados se multiplica como um câncer descontrolado e se não fossem os mecanismos de buscas, pouco seria aproveitado.

O conceito de dados na rede também se ampliou muito, não falamos apenas de informações, fala-se em conteúdo. Em meio aos dados convencionais de quem compra ou se comunica, temos vídeos, fotos, música e tudo que possa ser digitalizado. Recentemente uma empresa anunciou que poderá disponibilizar uma tecnologia que digitaliza odores e assim poderem trafegar pela net. Quem trabalha com isso pensa em vender perfumes mas não precisa muita imaginação para pensar na próxima geração de vírus com certos odores fétidos.

A explosão da comunicação por celular colocou na mão de cada pessoa uma identificação. É possível que em pouco tempo você não seja mais identificado pelo seu CPF ou identidade mas pelo número do seu aparelho, um produto que não se pode mais chamar de telefone tal a quantidade de funções que recebeu e ainda receberá.

A chegada da TV e rádio digital é outro marco nesse processo. Além da indiscutível qualidade do sinal (imagens e sons muito mais definidos) a possibilidade de interação, como na internet, aponta outro caminho para esse tipo de entretenimento. TVs de LCD e monitores de computadores já se confundem, somente um receptor de sinal os diferencia. O aumento na capacidade dos computadores e meios de armazenamento (vejam os formatos HD-DVD e Blue Ray) multiplica as possibilidades de acúmulo e transmissão de conteúdo.

Banda larga em casa ou no trabalho já não é uma possibilidade, é uma obrigação para estar nessa nova onda. O que está chegando é o conceito de WiMax, uma rede wireless de alta velocidade cobrindo uma cidade toda, exatamente como uma rede de celular, como já acontece em cidades como Foz do Iguaçu. Ora, não é difícil imaginar que essa rede sem fio possa absorver a rede de celular atual, afinal uma rede onde só trafega voz é meio ultrapassada perto de outra que comporta voz e dados. Também não é exagero pensar que nessa rede WiMax conteúdo típico de TV possa trafegar, afinal a TV Digital está chegando e a produção de conteúdo vai sofrer uma revolução com essa tecnologia e certamente não ficará restrita aos convencionais aparelhos de TV atuais.

Com tanto conteúdo navegando pela rede, nossa dependência desse veículo vai aumentando sobremaneira. Por outro lado, com a padronização dos sinais digitais como veículo de transmissão de conteúdo (voz, dados, imagens, sons, odores, etc), a tendência é que os receptores não fiquem limitados a aparelhos específicos. Antes você precisava de um receptor de TV para o sinal da televisão, um receptor de áudio para o rádio, um CD-Player para suas músicas, um computador para seus trabalhos e textos, um celular para falar, um vídeo cassete ou DVD-Player para ver seus filmes, enfim. Com a padronização digital do sinal para transmitir e armazenar conteúdo, fica mais fácil concentrar a recepção desse sinal em vários aparelhos. Pode ser um aparelho móvel (notebooks, celulares, palms e outros) ou fixo (seu computador, TV, geladeira, etc), o importante é que o conteúdo esteja disponível para você onde você quiser, quando e como o queira. Pronto, isso é convergência digital.

Celso Eluan Lima

Diretor

Sol Informática


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