Home > Artigos > Detalhe do artigo

Dinheiro e Felicidade

Certamente todos já participaram, ou ouviram, acaloradas discussões sobre uma questão básica que atormenta a humanidade, desde que inventaram este padrão de troca: dinheiro traz felicidade? Um tostão pra quem nunca se fez essa pergunta.

No melhor estilo ?Caçadores de Mitos?, pesquisadores alemães se lançaram a responder essa pergunta. Na edição de Agosto da Scientific American Brasil, um artigo tabula os resultados dessa investigação. Alguns dados são muito curiosos e vão alimentar demasiadamente as discussões de botequim:

- É provável que a disposição para ser feliz seja uma característica genética. Assim como o QI mediria um coeficiente de inteligência, o avanço dos estudos poderia induzir a criação de um QF, um quociente de felicidade intrínseca. De acordo com estes estudos, haveria picos de euforia ou depressão motivados por causas externas, que alterariam esse indicador, mas em pouco espaço de tempo retornaríamos ao nosso ponto de equilíbrio. Um estudo com 1.500 pares de gêmeos embasa essa argumentação. Lamento, se você não é feliz, discuta isso com seu gene.

- Certamente miséria não garante felicidade, tampouco bilhões em conta corrente. No entanto o estudo indica um valor médio para o europeu ? cerca de 2.000 euros mensais ? a partir do qual as pessoas não têm uma percepção maior de felicidade. Ou seja, para quem ganha pouco, atingir esse grau significa muito em termos de como se sente feliz. A partir deste valor, por mais que incremente dinheiro, a mudança na percepção é muito discreta.

- Essa é velha, mas o estudo veio confirmar: dinheiro é um padrão absolutamente relativo. Nossa percepção de felicidade é comparativa. Se todos ao nosso redor são mais pobres, nos sentimos ricos. Ao contrário, se com a mesma renda anterior, os outros ganham mais, nos sentimos pobres. Portanto, rico ou pobre é um padrão relativo, depende de com quem nos comparamos.

- O estudo veio ainda demonstrar uma curiosidade básica, típica do consumismo, que apelidaram de ?rotina hedonística?. Se você compra uma roupa nova, sente-se bem por um período curto. Logo volta ao normal e já não é suficiente comprar uma roupa. Precisa de algo maior, como uma jóia. Adquirida essa jóia, precisa agora de um carro. A aquisição destes bens tem um efeito similar às drogas, gerando uma sensação momentânea de prazer, mas exigindo doses maiores depois. De tal sorte que esse ciclo não traz nenhuma compensação em termos de felicidade.

- Pessoas que buscam fama, beleza ou riqueza são mais infelizes que aquelas com objetivos menos materiais. O estudo aponta que pessoas com crenças religiosas mais definidas tendem a se sentirem mais felizes.

- Essa é pra quebrar com os conceitos que herdamos da maternidade angelical. Mulheres ativas profissionalmente citaram as atividades que mais lhe dão sentimento de felicidade. Na ordem: sexo, estar com amigos, comer, assistir TV, fazer compras, preparar refeições, telefonar, cuidar dos filhos, navegar na internet, trabalho doméstico e trabalho fora. Parece que as mães mudaram.

- O estudo conclui com algo darwinista. A natureza premia e castiga com felicidade ou infelicidade. Quando satisfazemos nossos desejos somos recompensados com momentos de felicidade, curtos para que queiramos repeti-los, pois se fossem demasiado longos, poderíamos esquecer nossos ?deveres biológicos?. Essa é boa.

Enfim, os pratos estão na mesa. Sirvam-se e boa discussão!




Celso Eluan Lima

Diretor

Sol Informática


Volta
 
Home | Candidato | Empresa | Posições | O Comtalento | Notícias | Artigos | Fale conosco
Gestor Copyright© 2006 Gestor Consultoria • Todos os direitos reservados.
Telefone: (91) 3204-1300
Desenvolvimento: Bredi • Criação sob medida