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Como os profissionais aprendem

Pesquisa aplicada no período de 17/04/07 a 16/05/07 a profissionais participantes de processos seletivos pelas consultoras da célula de Varejo da GESTOR Consultoria


O ato de aprender, sem dúvida, é constante e automático. Há coisas que aprendemos sem querer ou sem planejar; elas fluem naturalmente de nossa vivência e experiências cotidianas. Aprendemos novos caminhos para chegar a um determinado lugar; aprendemos a cozinhar uma receita nova; aprendemos como nos comportar em determinadas situações; aprendemos novas línguas, enfim, o que quer que seja, podemos aprender.

Você, caro leitor deste artigo, deve neste momento estar considerando que também há coisas que só aprendemos quando queremos realmente aprender. É verdade: aprender também é uma escolha ! E muitas vezes esta escolha é a grande diferença entre o sucesso e o fracasso. E é daqui que partimos para o foco real deste artigo: como as pessoas que trabalham aprendem.

Desde pequenos, somos questionados sobre o que vamos ser quando crescermos. A definição por médico ou vendedor, bailarina ou professora, é certamente uma escolha muito pessoal, às vezes bastante influenciada por outros, porém o fato é que mais cedo ou mais tarde as pessoas assumem um trabalho. Formal ou não, elas precisam do trabalho, e daí por diante, dependendo da atividade que executam, vem a inevitável busca por crescimento e sucesso.

Ser bem sucedido em qualquer campo, ser promovido e crescer na empresa são naturais desejos de 10 entre 10 seres humanos. Aliás, este ?discurso? de crescimento e sucesso é ouvido diariamente por quem trabalha com entrevistas de seleção. Como as pessoas hoje estão buscando conhecimento ? O que elas julgam ser necessário aprender para fazer a diferença em sua vida profissional ? E o que efetivamente praticam como aprimoramento do conhecimento?

Estas e muitas outras perguntas são fundamentais para entendermos um pouco sobre o impacto real da qualidade da educação oferecida hoje no Brasil e a relação entre educação, aprendizagem e investimento cultural como diferenciais nas carreiras profissionais.

Realizamos, a partir destas questões, um pequeno estudo sobre como as pessoas buscam conhecimento hoje. No período de um mês, aplicamos um questionário em uma amostra de candidatos que entrevistamos para diversos processos seletivos. Incluímos pessoas de nível médio, superior completo e incompleto, assim como de pós-graduados em diversas áreas. Nosso principal objetivo era descobrir quais alternativas essas pessoas buscam e que opções elas fazem para manter-se atualizadas e aptas a competir neste mercado tão estreito e seletivo que é o nosso atual mercado de trabalho.

Para nós, profissionais de RH, o perfil desejado pela maioria das empresas, é muito claro: especialistas ou generalistas, todos devem possuir conhecimentos atualizados e comportamentos organizacionais adequados. Sem contar, é claro, o básico (conhecimento em informática) e o ?plus? (língua estrangeira, pós-graduação em área específica, disponibilidade para viajar).

Em contrapartida a essas exigências, aplicamos nosso questionário como forma de sondar as atitudes que de quem se propõe a preencher essas vagas. Nosso desejo era ?mapear? as atitudes mais recentes dos candidatos quanto a sua qualificação. Eis alguns resultados de nossa pesquisa :
 Em sua maioria, as pessoas alegaram buscar conhecimento em leituras
 Das pessoas de nível médio, as leituras preferidas são jornais e revistas
 Também entre o nível médio foram citados telejornais como fonte de aprendizagem
 Entre o nível superior e pós-graduados, a preferência é a internet como fonte de aprendizagem. Eles também não descartam revistas e jornais.
 Entre todos os níveis, os cursos mais recentes que fizeram estiveram voltados a temas como negociação, atendimento, rotinas administrativas, liderança e relações humanas no trabalho.

Sendo a leitura, uma das formas de aprendizado mais citadas no questionário, perguntamos também qual o tema do último livro que os entrevistados leram:
 60% leram livros de auto-ajuda
 30% leram ?best-sellers? como ?O Monge e o Executivo? e ?O Código da Vinci?
 10% leram livros técnicos.

Essa pequena amostra serviu bastante para exemplificar o quanto a aprendizagem é fundamental no sucesso profissional. Muito dificilmente alguém que parou de estudar ao concluir o nível médio, só assiste telejornais e só lê livros de auto-ajuda; terá o nível cultural desejado por uma grande empresa, em busca de um profissional arrojado e competitivo.

Essa opção pelo conhecimento superficial, faz parte da sociedade moderna, onde a pressa é realmente inimiga (mortal) da perfeição. Na pressa, na falta de tempo, as pessoas recorrem ao que for mais simples, mais rápido, mais fácil. À primeira vista, não há nada errado em aprender com a internet. O problema é que somado ao hábito de ?teclar?, as pessoas se afastam da escrita e o resultado é um verdadeiro desastre!

Poucos são os candidatos que conseguem convencer com argumentos escritos. Poucos são os que realmente sabem colocar suas idéias, e, portanto, seus conhecimentos aprendidos, no papel. E não raro é o candidato com pós graduação, profundo conhecedor dos melhores sites da internet, que não sabe escrever o nome de Leonardo ?DA VINCI?, o mesmo que estampa o título do último livro que leu...

Também não raro é o candidato que não sabe escrever, ou mesmo descrever suas qualificações. O mercado de trabalho, é verdade, mostra-se cada vez mais exigente em sua busca de um profissional ?super-homem?. Mas, já seria um bom início, se os profissionais também fossem mais exigentes com eles próprios.

Neste caso, não se pode buscar e afirmar a desculpa de a ?educação no país estar falida?. Se, como revela nossa pesquisa, a maioria dos candidatos disse que aprende através de leituras, e que escolhem o que lêem, está na hora de mudar os hábitos. Não é somente o livro de auto-ajuda que fará com que sejam um sucesso...É preciso fazer melhor escolha do que aprender !

Rosanny Nascimento
Coordenadora da Célula de Varejo
GESTOR CONSULTORIA.


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